VÍDEO: mãe denuncia que filha recebeu diagnóstico errado com mesma psicopatia do Maníaco do Parque

  • 19/10/2026
(Foto: Reprodução)
Uma adolescente de 16 anos foi diagnosticada erradamente, aos 14 anos, com transtorno de personalidade antissocial, condição associada ao código F60.2 da Classificação Internacional de Doenças (CID-10), mas o diagnóstico foi posteriormente contestado após uma nova avaliação médica, que identificou autismo. Mãe denuncia atendimento de psiquiatra sem especialização em UBS de Maceió 🔎 O código F60.2 corresponde ao transtorno de personalidade dissocial, também denominado anti social, e inclui os termos psicopático e sociopático na classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS). O F60.2 foi associado em laudos periciais do caso de Francisco de Assis Pereira, o Maníaco do Parque, que confessou o estupro e morte de 7 mulheres, em 1998. Pelos crimes, ele foi condenado a mais de 208 anos de prisão. 📱Participe do canal do g1 Alagoas A classificação, porém, não significa que todas as pessoas com esse diagnóstico apresentem o mesmo comportamento ou histórico de Francisco de Assis. Segundo a mãe da jovem, a jornalista Thaís França, a filha passou por internações psiquiátricas e recebeu medicamentos durante dois anos e nove meses de acompanhamento na rede pública municipal de Maceió, em um tratamento que ela afirma ter provocado prejuízos à jovem. Mãe de jovem vítima de diagnóstico médico errado Reprodução TV Asa Branca Ainda de acordo com a mãe, a médica que acompanhou a adolescente não tinha Registro de Qualificação de Especialista (RQE) em psiquiatria. A ausência desse registro significa que a profissional não poderia se anunciar publicamente como especialista na área. A falta do RQE, por si só, não impede um médico regularmente inscrito no Conselho Regional de Medicina de atender pacientes em diferentes áreas, mas a atuação deve respeitar sua capacidade técnica e os limites de sua formação. Thaís conta que, durante o período em que a filha recebeu o diagnóstico, a adolescente apresentou alterações de comportamento, irritabilidade intensa e crises que levaram a sucessivas internações no Hospital Escola Portugal Ramalho, em Maceió. Segundo ela, a jovem também passou a utilizar diversos medicamentos, cuja necessidade está sendo reavaliada pela equipe que a acompanha atualmente. “Estou com uma adolescente dentro de casa, hiperssexualizada, agressiva, com irritabilidade extrema, tentando suicídio, com tristeza, sem querer sair e, ao mesmo tempo, com risco de fuga”, relatou a mãe ao descrever as dificuldades enfrentadas naquele período. Thaís França afirma que a situação começou a mudar depois que a filha passou a ser acompanhada por uma profissional com registro de especialista em psiquiatria e por uma neuropsicóloga. Segundo ela, a nova avaliação incluiu seis meses de observação do comportamento da adolescente em casa e concluiu que ela não apresentava transtorno de personalidade antissocial, mas autismo. “Ela não é mais agressiva, ela não tem mais irritabilidade, ela não é mais hiperssexualizada. As crises são pontuais, porque existe uma rigidez cognitiva. Eu consegui perceber, dentro de todo esse quadro, como lidar com ela, porque para mim era muito difícil”, disse. A mãe afirma que a família ainda trabalha para reduzir gradualmente a quantidade de medicamentos utilizados pela adolescente, com acompanhamento profissional. Especialista explica quando o paciente deve ser encaminhado O diretor da Associação Alagoana de Psiquiatria, Waldacir Cunha, explica que médicos com registro regular no Conselho Regional de Medicina podem atender pacientes em diferentes áreas, mesmo sem título de especialista. No entanto, é necessário reconhecer os próprios limites técnicos e encaminhar o paciente quando o caso exige conhecimento mais específico. “Sou médico psiquiatra e, na minha área de atuação, eu não atendo crianças. Mas eu posso atendê-las, se eu quiser. Só que tenho que ter consciência até que ponto posso ajudar aquela criança. Se vejo que outro colega tem mais capacidade, está mais afeito àquela área, geralmente encaminho para aquele profissional”, afirmou. Segundo Waldacir Cunha, a mesma lógica vale para outras condições de saúde: o médico pode iniciar um atendimento, mas deve buscar apoio especializado quando a complexidade do caso ultrapassa sua capacidade de atuação. Cunha também orienta que pacientes e familiares verifiquem a formação dos profissionais que os atendem. Em Alagoas, a consulta pode ser feita no site do Conselho Regional de Medicina de Alagoas (Cremal), por meio da ferramenta de busca de médicos. O sistema permite conferir o registro profissional e verificar se há especialidade cadastrada. O RQE é o registro que reconhece formalmente a especialidade médica para fins de divulgação profissional. Segundo o Conselho Federal de Medicina, o médico precisa ter o título correspondente registrado no CRM para se anunciar como especialista. O que dizem a Prefeitura de Maceió e o Cremal Em nota, a Prefeitura de Maceió, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, informou que os médicos da rede municipal estão regularmente inscritos no Conselho Regional de Medicina e podem atender demandas de saúde mental na atenção primária, desde que tenham capacidade técnica para isso. O Conselho Regional de Medicina de Alagoas informou que não há registro de denúncia relacionada ao caso retratado na reportagem. A entidade explicou ainda que o RQE é exigido para o reconhecimento e a divulgação pública de uma especialidade e que o profissional não pode se anunciar como especialista sem o respectivo registro.

FONTE: https://g1.globo.com/al/alagoas/noticia/2026/10/19/video-mae-denuncia-que-filha-recebeu-diagnostico-errado-com-mesma-psicopatia-do-maniaco-do-parque.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Top 5

top1
1. Ainda Tô Aí

Eduardo Costa

top2
2. Com ou Sem Mim

Gustavo Mioto

top3
3. Asas

Luan Santana

top4
4. Amoreco

Simone & Simaria

top5
5. Saudade Sua

Gustavo Lima

Anunciantes